Os ministros do STJ escolherão no final de fevereiro, em votação presencial, os nomes dos seis desembargadores federais que integrarão as duas listas tríplices a serem encaminhadas pelo tribunal a Jair Bolsonaro. O presidente indicará à corte um nome de cada lista. O Senado precisa sabatinar os dois escolhidos.
Embora haja duas vagas abertas no tribunal, os ministros preferiram aguardar a volta dos trabalhos presenciais para votar as listas. Alguns preferem conversar pessoalmente com os candidatos, algo que não era possível no auge da pandemia.
As duas vagas são de desembargadores porque decorrem da saída de dois ministros egressos dos Tribunais Regionais Federais – Napoleão Maia e Nefi Cordeiro. Onze dos 33 ministros do STJ são escolhidos entre desembargadores federais. (Outro terço provém de desembargadores de Justiça; advogados e integrantes do Ministério Público completam a composição da corte.)
Após a inscrição dos interessados, os ministros votam e elaboram a lista tríplice. Cabe ao presidente da República indicar um desses nomes para compor o tribunal.
Como há duas vagas abertas, houve discussão se haveria uma lista de quatro indicados, para que o presidente da República escolhesse dois, ou duas listas tríplices, para que Bolsonaro escolha um de cada lista. Prevaleceu o entendimento de que o tribunal está dividido quanto aos nomes e, em razão disso, mas não apenas disso, as duas listas ofereceriam maior pluralidade de candidatos e maiores chances aos que não têm padrinhos fortes.
Apesar de contratempos, a candidatura mais sólida é a de Ney Bello, do TRF-1. Quem estiver na mesma lista que ele tem, ao menos no cenário de hoje, poucas chances.
A outra lista, porém, está aberta. Até agora, os apoios políticos estão se formando de modo regional, como acontece com frequência. Há nomes do Sul, de São Paulo e do Nordeste ganhando força.

