Na Procuradoria-Geral da República e em gabinetes bem informados do Supremo e do Superior Tribunal Justiça, dá-se como certo que o juiz Marcelo Bretas, responsável pela Lava Jato no Rio, será afastado de suas funções em 2021. Ou, no mínimo, restará desmoralizado para seguir à frente da Lava Jato fluminense.
Bretas fez muitos inimigos no Rio e em Brasília, mas é seu ex-amigo, o jovem advogado Nythalmar Dias Ferreira Filho, que ameaça seu futuro – e, consequentemente, o futuro da Lava Jato no Rio. Recentemente, Nythalmar foi alvo da própria Lava Jato em virtude de suspeitas de que vendia facilidades a investigados junto a Bretas.
O caso contra Nythalmar, que era tocado no Rio, subiu ao STJ antes do recesso. Fontes com conhecimento direto das evidências já presentes nessa investigação e, também, de delações que implicam o ex-amigo de Bretas apontam que será impossível ao juiz sobreviver incólume aos desdobramentos do caso.
Há uma forte predisposição contra Bretas em Brasília. Ele nega conhecimento sobre as atividades heterodoxas de Nythalmar. Ainda assim, as robustas evidências que pesam contra o inexperiente advogado, associadas à proximidade pretérita entre ambos, provavelmente tornará inverossímil – ou inócuo – o discurso de Bretas.
Segundo as informações já reunidas, seria o tipo de caso em que o juiz Bretas não hesitaria em canetar.

