Arthur Lira e Rodrigo Pacheco voltaram a um nível de entendimento desde a semana passada: o de que é preciso preservar ocultos os nomes de parlamentares beneficiados com as emendas secretas, as chamadas RP9.

O entendimento de preservação pesou no acordo de que a Câmara manteria o texto que sairá do Senado sobre a PEC dos Precatórios. Lira já começou o trabalho de convencimento dos líderes.

Os senadores caminham para modificar a emenda aprovada pela Câmara e, com isso, o texto vai precisar voltar à análise dos deputados. O projeto está sob a relatoria do líder do governo no Senado, Fernando Bezerra.

Sobre as emendas secretas, Pacheco e Lira chegaram à conclusão de que os parlamentares beneficiados com valores pagos ao longo do ano passado e neste ano não podem ter seus nomes divulgados porque não era uma previsão da lei. Eles concordaram em judicializar a questão.

A ministra Rosa Weber determinou, com o endosso do plenário do Supremo Tribunal Federal, o fim das emendas secretas e determinou a publicidade de tudo o que já foi pago e o que ainda será pago, com o nome dos que receberam o benefício e os projetos para onde direcionaram o dinheiro.

Bastidor vem informando as movimentações do Congresso para não revelar os beneficiados do dinheiro das emendas secretas nem parar com os pagamentos ocultos. De acordo com um parlamentar envolvido nas conversas, o tema conseguiu unir Lira e Pacheco novamente.