Existem duas preocupações embutidas nas articulações dos deputados, principalmente os do centrão, para cumprir apenas parcialmente a decisão da ministra do Supremo Tribunal Federal Rosa Weber de dar visibilidade sobre quem indicou emendas e para onde e para que foram destinadas as tais das RP9.

A primeira delas, de acordo com relatos ao Bastidor, é com as destinações. Houve parlamentar que direcionou verbas para localidades que não são as de sua base eleitoral. E a explicação, dizem os relatos, é que queriam agradar ou compor, por diferentes motivos, com algum aliado.

Seria difícil, admitem, explicar para seus eleitores que, em vez de mandar dinheiro para atender às suas localidades, tenham destinado, como disse um parlamentar, para “fazer graça” em outro lugar.

Outra preocupação é com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República. Ambas as instituições podem considerar insuficiente a explicação do “fazer graça” e decidir apurar as destinações inexplicáveis, causando tumulto em pleno ano eleitoral.

Arthur Lira, por um motivo diferente, é quem tem liderado a busca de soluções. No caso do presidente da Câmara, porque é ele quem detém a chave do cofre das emendas.