Mais de um mês depois de o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a suspensão do pagamento das multas do acordo de leniência da J&F, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, ainda não apresentou qualquer recurso para tentar reverter a decisão.
No dia 20 de dezembro, com um despacho pobre em elementos jurídicos, Toffoli determinou que a J&F deixasse de quitar as parcelas do acordo em que se comprometeu a pagar 10,3 bilhões de reais em multas por ter se envolvido em casos de corrupção. A decisão foi tomada no mesmo dia em que o Judiciário entraria em recesso.
Gonet já estava no cargo de procurador-geral quando a decisão foi tomada. A PGR afirma que o caso ainda está sob análise.
A demora de Gonet contrasta com a gestão anterior da PGR, quando comandada por Augusto Aras. No dia 6 de setembro, Toffoli anulou as provas do acordo de leniência da Odebrecht. No dia 22 do mesmo mês, a vice-procuradora-geral à época, Lindôra Araújo, pediu a reconsideração da ordem.
Na quarta-feira (dia 31 de janeiro), Toffoli suspendeu o pagamento das multas da antiga Odebrecht – atual Novonor. Sobre essa ação, a PGR disse que ainda não foi notificada.

