Alexandre de Moraes decidiu hoje converter a prisão em flagrante de Roberto Jefferson em preventiva. O ministro do Supremo Tribunal Federal argumentou que os tiros e as granadas usados pelo condenado no mensalão contra policiais federais justificam a manutenção do encarceramento.
A reação de Jefferson à prisão pela Polícia Federal ajudou a melhorar a avaliação de Moraes entre seus colegas de corte. O ministro nunca esteve em baixa, mas foi muito criticado após a operação contra empresários bolsonaristas, dentro do inquérito das fake news.
Mas as cenas da viatura policial cravejada de tiros de fuzil e os relatos de agentes feridos com estilhaços de granada mostraram que o presidente do TSE estava certo em alguns aspectos. Um deles é que realmente existem pessoas armadas, sem ligação com o crime organizado tradicional, dispostas a atacar as instituições, inclusive o STF.
Num dos trechos do relatório com o depoimentos dos policiais, os agentes atacados narram que Jefferson “mostrou a primeira granada e lançou-a sobre a equipe”, para logo depois sacar o fuzil e disparar “os primeiros 30 tiros contra os policiais, atingindo a viatura” que era usada como proteção pelos servidores. Contam ainda que após a primeira rajada de tiros, Jefferson “lançou mais duas granadas e efetuou os disparos restantes utilizando um segundo carregador do fuzil”.

Leia a decisão proferida nesta quinta-feira (27) pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal:

