Luiz Fux termina seu mandato à frente do STF em setembro deste ano, quando dará lugar a Rosa Weber. Além de todos os problemas que o ministro enfrentou – por causa de Jair Bolsonaro – desde que assumiu o posto, ele também corre o risco de encerrar sua gestão sem emplacar nenhum aliado em cargos nas cortes superiores.

Hoje, a divulgação da lista do TSE enterrou a possibilidade de algum aliado de Fux tornar-se ministro substituto da corte eleitoral. No ano passado, o presidente do STF articulava para indicar Carlos Eduardo Frazão. A lista exclusivamente feminina elaborada por Luís Roberto Barroso fechou a porta ao pedido de Fux.

O presidente do Supremo tentou emplacar Frazão novamente agora, com a presidência do TSE ocupada por Luiz Edson Fachin. Fracassou novamente. Dos quatro escolhidos, Fabrício Medeiros é apoiado por Alexandre de Moraes e André Ramos Tavares por Ricardo Lewandowski. Já Rogéria Dotti e Vera Lúcia entraram na cota feminina – após exigência de parlamentares mulheres e das ministras Cármen Lúcia e Rosa Weber.

Frazão também foi o candidato de Fux ao CNMP (ainda em 2021). O mesmo drama se repete na disputa pelas duas vagas do STJ (ainda indefinida). Aluisio Mendes – aposta de Fux – praticamente não tem chances; já Messod Azulay Neto, apadrinhado de Luis Felipe Salomão (conterrâneo e amigo do presidente do STF), é mais bem cotado.

A lista de derrotas não para por aí. Valter Shuenquener de Araújo, indicado de Fux para a Corte Interamericana de Direitos Humanos, foi preterido (também em 2021) para dar lugar a Rodrigo Mudrovitsch, que contou com o apoio de Gilmar Mendes.