O juiz federal Eduardo Fernando Appio, da 13ª Vara Federal de Curitiba, convocou o advogado Rodrigo Tacla Duran para comparecer a uma audiência presencial na quinta-feira (13).
Duran está em autoexílio na Espanha desde 2016. Ele possui dupla cidadania e se mudou para o país meses antes de o ex-juiz Sérgio Moro determinar sua prisão, por envolvimento nos crimes relacionados às empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato.
Ele chegou a ficar detido na Espanha por três meses, mas conseguiu a liberação depois de firmar acordo de delação premiada por lá. Desde então, Tacla Duran faz acusações contra Moro e o ex-procurador Deltan Dallagnol, dizendo que ambos tentaram extorqui-lo.
O advogado representava várias das empresas envolvidas na Lava Jato, em especial a Odebrecht. Ele afirma que interlocutores de Moro e Dallagnol queriam forçá-lo a fazer uma delação premiada. Ambos negam.
No Brasil, a ordem de prisão contra Tacla Duran caiu em março. No fim do mês, ele participou de uma audiência em que dizia ter provas da extorsão. Apresentou um trecho de um áudio que não deixava nada claro.
Para que Duran possa viajar ao Brasil, Appio pediu auxílio ao Ministério da Justiça, para que garanta à Justiça espanhola o salvo-conduto ao advogado. Segundo a Justiça Federal, será o próprio advogado que pagará pela viagem de Madri a Curitiba.

