Caberá ao procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Luciano Mattos, decidir se arquiva ou não o inquérito policial solicitado pela J&F contra Anderson Schreiber, advogado que atuou como árbitro na disputa judicial entre a holding dos irmãos Batista e a Paper Excellence pelo controle da Eldorado Celulose.
Os controladores da J&F acusam Schreiber de falsidade ideológica e de omitir informações que o impediriam de ser o árbitro na disputa. Para o MP, no entanto, “nenhuma prova foi produzida no sentido de confirmar um padrão de conduta de Anderson Schreiber em sede arbitral, a configurar o cometimento de ação ou omissão penalmente relevante”.
O procurador já espera em seu gabinete que a defesa da J&F recorra do pedido de arquivamento feito pelo MPRJ no dia 26 de agosto. Já notificou tanto a defesa da holding quanto a de Schreiber.
O inquérito, que corre em sigilo, não morre, embora nele não haja evidências de que o árbitro tenha cometidos crimes ou irregularidades. Foi arquivado e desarquivado em meses. Desta vez, contudo, o promotor Alexandre Themístocles, que assina a peça do MP, diz que “não restou configurada nova prova que legitime” a reabertura do caso.
O parecer do procurador-geral, Luciano Mattos, pode encerrar uma das mais controversas ações judiciais dos irmãos Wesley e Joesley Batista para impedir a venda da Eldorado, firmada em 2017.
Leia a íntegra dos autos:

