O ex-presidente do banco Goldman Sachs, Tim Leissner, foi condenado a dois anos de prisão nos Estados Unidos por envolvimento numa fraude que desviou cerca de 4,5 bilhões de dólares do 1MDB, fundo soberano da Malásia.

Leissner assumiu que o Goldman Sachs, sob o comando dele, pagou propina a funcionários do 1MDB para conseguir desviar os recursos. A fraude envolveu o alto escalão do governo da Malásia, incluindo o ex-primeiro-ministro Najib Razak, que já foi condenado no país a seis anos de prisão.

O dinheiro desviado foi usado para financiar a compra de imóveis, itens de luxo e até para financiar o filme “O Lobo de Wall Street”, que conta justamente a história real de um golpista que levou milhares de norte-americanos à falência nos anos 1980.

Apesar dos crimes, a pena de Leissner é baixa porque ele decidiu cooperar com as autoridades e entregar informações que ajudaram a desvendar a fraude, que aconteceu de 2009 a 2015. Nos últimos 10 anos, o banqueiro usou tornozeleira eletrônica e ficou impedido de sair dos Estados Unidos.

Nos Estados Unidos, o Goldman Sachs assinou um acordo de leniência referente à fraude e aceitou pagar cerca de 3 bilhões de dólares em multas.

Durante o julgamento, Leissner pediu desculpas ao povo da Malásia pelos erros cometidos e afirmou que, nos anos de investigação, perdeu praticamente tudo, incluindo a carreira. Apesar da condenação, Leissner só deve começar a cumprir a pena em setembro.