Enquanto a oposição quebra a cabeça para tentar impedir a ascensão de Flávio Dino ao Supremo Tribunal Federal, com medo de que o futuro ministro use o cargo para fins políticos, o atual presidente da Suprema Corte, Luís Roberto Barroso, avalia com seriedade a possibilidade de deixar a toga para ir aos palanques.
Desde 2022 comenta-se nos bastidores sobre a possibilidade de Barroso se afastar depois do período à frente do STF. Amigos próximos confidenciaram ao Bastidor que o ministro está cansado da intensa rotina da toga e pensa em adiantar a aposentadoria, que só aconteceria em 2034.
Nesse cenário, Barroso ainda não decidiu a qual cargo pretende concorrer. Pode ser quase qualquer coisa, inclusive a Presidência da República.
O Palácio do Planalto não parece algo tão improvável. Caso Lula seja reeleito, a aposentadoria de Barroso poderia ser um trunfo de negociação, pois o presidente ganharia mais uma vaga a escolher, em troca do eventual apoio à candidatura do ministro, especulam alguns. Nesses casos, a imaginação política em Brasília não tem limites.
Em outubro deste ano, ao participar do Fórum Esfera Paris, Barroso foi elogiado por Nicolas Sarkozy, ex-presidente da França. Depois de um discurso do ministro, o francês afirmou que Barroso estava pronto para assumir a Presidência no Brasil. À época, o magistrado desconversou, disse que isso nem lhe passava pela cabeça.

