A pessoas próximas, Flávio Dino já admitiu ter dois sonhos. Um ele está prestes a realizar: ser ministro do Supremo. O outro: ser presidente da República.
Chegar ao Supremo significaria o ápice de uma trajetória na vida pública. No caso de Dino, porém, pessoas próximas a ele garantem que realizar um sonho não anula a cobiça pelo outro.
Dito de outro modo, quem conhece e convive com Dino há décadas tem certeza de que, mesmo no Supremo, ele não se acomodará. Prosseguirá fazendo política, em busca de uma oportunidade como candidato viável à Presidência da República.
Para chegar ao Planalto, Dino, sempre de acordo com quem está a par de seus cálculos, usará o Supremo como plataforma para sua militância anti-Bolsonaro – ou, nas palavras de quem o defende, como plataforma para a defesa do Estado Democrático de Direito. Pretende firmar-se como adversário do ex-presidente e de seu campo político e ideológico. Caso a oportunidade política se apresente em 2026, ou em 2030, Dino estará, em tese, posicionado para se lançar novamente à política partidária.

