O ministro Humberto Martins divulgou um balanço da sua gestão no Superior Tribunal de Justiça que destoa da realidade. Presidente da corte desde agosto de 2020, Martins será substituído por Maria Thereza de Assis Moura no dia 25.

Martins exalta que melhorou a área de tecnologia do STJ. Faltou mencionar que na sua gestão a corte sofreu um ataque hacker que a deixou inoperante por dias. A Polícia Federal ainda investiga o caso.

O ministro também destaca ter cuidado do orçamento do STJ. Mas não informa que o tribunal não sabe dizer quanto gastou para reformar o plenário do órgão especial, como noticiou o Bastidor.

O presidente do STJ ainda contabiliza com realização de sua gestão a criação do TRF6. É verdadeira a contribuição de Martins, mas o autor da ideia é João Otávio de Noronha, seu antecessor.

Uma certeza da gestão é que Martins tentou de tudo para conseguir uma cadeira no Supremo Tribunal Federal. Não deu – mesmo com a ajuda do Senado, que aprovou um projeto de lei que aumenta de 65 para 70 anos a idade máxima para ingressar na corte.

Talvez Martins tenha mais chances de ser escolhido em um eventual governo Lula. O Bastidor mostrou que Jair Bolsonaro não é fã do ministro.