Alexandre de Moraes indeferiu um pedido da coligação de Jair Bolsonaro para que fosse retirada do ar uma campanha de Luiz Inácio Lula da Silva chamando o presidente de “O Pai da Mentira”. A peça publicitária traz uma série de falas do candidato à reeleição, tarjadas como mentiras.
A decisão foi tomada em caráter liminar e ainda cabe recurso. Para o ministro, o vídeo de Lula está abarcado dentro do que se considera como liberdade de expressão.
Os advogados de Bolsonaro alegaram que o vídeo atenta contra a honra do candidato. O entendimento de Moraes é diferente.
“Dessa forma, intercalar as frases efetivamente ditas pelo candidato Jair Messias Bolsonaro com a palavra mentira pronunciada pelo locutor e reproduzida no vídeo, na hipótese, constitui estratégia que visa a criticar e desqualificar os posicionamentos externados pelo Representante [Bolsonaro], sem representar qualquer ofensa à honra do candidato, revelando-se plenamente compatível com a dialética do debate político, inerente ao ambiente da disputa eleitoral”, afirmou o ministro.
Curiosamente, nesta semana, Moraes mandou que Bolsonaro pare de mentir a respeito das votações no Congresso que levaram à criação do Auxílio Emergencial, na pandemia, e do Auxílio Brasil, programa que substituiu o Bolsa Família.
Bolsonaro tem dito que a bancada do PT votou contra as propostas, o que é inverídico. O Bastidor mostrou que a narrativa do presidente não se sustenta, pois os deputados e senadores petistas apoiaram os benefícios sociais, mesmo sendo pautas governistas.
Leia a íntegra da decisão de Moraes:

