O Supremo Tribunal Federal (STF) emitiu e revogou na manhã desta sexta-feira (13) um mandado de prisão contra o delator da trama golpista, o ex-ajudante de ordens Mauro Cid. Policiais federais estiveram na casa de Cid, localizada em uma área de residências militares de Brasília pela manhã. Recolheram computadores e celulares e o intimaram para depor na sede da PF.

Cid falará à Polícia Federal em um novo inquérito, que investiga uma suspeita de tentativa de fuga dele do país, ao tentar obter um passaporte português com a ajuda do ex-ministro do Turismo Gilson Machado.

De acordo com seu advogado, Cezar Bittencourt, Cid chegou a ser preso e estava sendo levado para o Batalhão do Exército, em Brasília, quando a ordem foi revogada. Foi, então, levado para depor na sede da PF.

Também pela manhã, a PF prendeu em Recife Gilson Machado , suspeito de intermediar negociações com o consulado português na cidade para obter o passaporte para Cid. O celulares e computadores de Machado foram apreendidos.

A atuação da PF nesta sexta é consequência de um pedido feito na terça-feira (10) pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Supremo para investigar a iniciativa de Machado em obter o passaporte para Mauro Cid.

Em janeiro de 2023, Mauro Cid iniciou um processo para obter a cidadania portuguesa.