A Polícia Federal indiciou o empresário Diego Cavalcante Gomes por obstrução de justiça no caso de venda de sentenças em tribunais estaduais e no Superior Tribunal de Justiça. O relatório já foi enviado ao ministro Cristiano Zanin, relator no Supremo Tribunal Federal.

 Em maio, quando foi alvo da PF na Operação Sisamnes, Gomes arremessou seu celular pela janela, numa tentativa de destruir provas durante um procedimento de busca e apreensão. A atitude foi considerada pela PF uma grave tentativa de obstrução.

O empresário foi preso preventivamente após autorização de Zanin e segue detido.

Gomes é investigado por lavagem de dinheiro em outro inquérito. Como mostrou o Bastidor, ele é suspeito de ser laranja e operador do lobista Andreson de Oliveira Gonçalves, por ora o principal personagem do esquema.

Gomes recebeu 5 milhões de reais da empresa Florais Transportes, que pertence a Gonçalves. Fez saques e devolveu a maior parte dos valores ao lobista.

A atuação de Gomes, contudo, ia além, segundo fontes que acompanham as investigações. Sua parceria com Gonçalves envolvia o círculo de relações que ambos mantinham com assessores de ministros no STJ. O empresário alugava uma sala em um coworking num famoso escritório de advocacia em Brasília para negociar.

Procurada, a defesa de Gomes não se manifestou.

Com colaboração de Caio Crisóstomo.