O Supremo Tribunal Federal analisa nesta quarta-feira (28) as duas listas tríplices apresentadas pela presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministra Cármen Lúcia, para preencher duas vagas destinadas a juristas na corte eleitoral.

O resultado da votação dos ministros do Supremo será encaminhado ao presidente Lula, que pode ou não escolher o candidato mais votado de cada uma das listas.

Uma lista é formada exclusivamente por mulheres: Cristina Maria Gama Neves da Silva, Estela Aranha e Vera Lúcia Araújo. É uma novidade, exigência da ministra Cármen Lúcia para aumentar a representatividade feminina nas cortes superiores. Isso faz com que um dos escolhidos seja obrigatoriamente uma mulher.

Cristina é neta, filha e sobrinha de ex-ministros do TSE. Estela foi assessora especial de Flávio Dino no Ministério da Justiça. Vera é ministra substituta do TSE desde o ano passado.

Segundo fontes a par da disputa, Cármen Lúcia prefere Estela Aranha. Isso fez com que Daniela Borges, antes cotada, ficasse de fora da lista. A presidente do TSE não queria correr riscos, pois Borges tem ótima relação com o PT da Bahia, o que poderia minar as boas chances da ex-assessora de Dino.

A outra lista é consequência da primeira, da decisão de Cármen de ter uma ministra mulher na corte. Essa lista é integrada por Floriano Marques de Azevedo, André Ramos Tavares e José Levi do Amaral. Floriano e Tavares são ministros do tribunal e, pela praxe, seriam reconduzidos – mas só um deles sobreviverá.

Cármen não queria a recondução de Floriano, aliado de Moraes. Prefere André Ramos Tavares, aliado do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski. Alexandre de Moraes conversou com a colega a respeito da recondução de Floriano. O terceiro candidato, José Levi, que foi advogado-geral da União de Jair Bolsonaro, também é próximo de Moraes. Mas Levi corre por fora.