Em silêncio, a alta magistratura em Brasília e do Congresso se movimenta para a indicação de 13 dos 18 desembargadores que trabalharão no Tribunal Regional Federal da 6ª Região. A escolha será feita pelo Superior Tribunal de Justiça em data próxima, ainda a ser definida.

Criado em 2021 após anos de lobby, o TRF6 será o primeiro do país a cuidar de um único estado, Minas Gerais – os outros cinco têm jurisdição sobre dois ou mais estados. Nos TRFs atuam desembargadores, juízes de segundo grau que julgam causas envolvendo a União.

Mais de 50 juízes se inscreveram para disputar 13 das 18 vagas – as quatro restantes serão divididas entre advogados e o Ministério Público Federal e uma caberá à desembargadora Mônica Sifuentes, que pediu remoção do TRF1.

Serão sete magistrados escolhidos pelo critério de antiguidade e outros seis com base nos trabalhos prestados e nos cursos concluídos até agora. Para esses 13 será formada uma lista, com dois candidatos acima do total de vagas. No caso das quatro vagas divididas entre MPF e advocacia, serão duas listas tríplices. A indicação final cabe ao presidente da República.

Eis alguns do principais nomes:

O Bastidor questionou os padrinhos políticos citados. O STJ afirmou que “há nada a informar” porque “a escolha compete, exclusivamente, ao Pleno do tribunal, sem qualquer interferência da preferência individualizada de cada ministro da Corte”. Rodrigo Pacheco não respondeu até a publicação desta notícia.