O procurador-geral da República, Augusto Aras, discursou a uma plateia hostil, nesta quarta-feira (1), durante a sessão de abertura do ano judiciário. De todos os que falaram, ele foi o único a receber salva de palmas por educação. Houve até quem comemorasse o fim de sua fala.

No Supremo Tribunal Federal, Aras tentou mostrar que sua gestão trabalha há anos contra o golpismo, não só nas últimas semanas. Mas não deu.

A plateia não concordou que o silêncio da PGR durante o governo Jair Bolsonaro foi estratégico, conforme ele se justificou. Um dos presentes na plateia até questionou, em zombaria, se Aras falava sério.

O PGR também não se ajudou: não mostrou o que fez ao longo dos últimos quatro anos. Mas falou várias vezes que ama a democracia. Sua mostra de carinho virou piada na plateia.