A articulação do governo trabalha com dois cenários para a votação desta terça-feira, 9 de novembro, da PEC dos Precatórios. Um deles, o de que haverá defecção do PDT no apoio à proposta, portanto, precisa de quórum alto. Sem feriado, deputados da base e do centrão terão presença tranquila.

O segundo cenário é de que a suspensão a liberação de emendas do relator, as RP9, pela ministra do Supremo Tribunal Federal Rosa Weber é temporária. Daí, o presidente da Câmara, Arthur Lira, a quem o dinheiro confere poder, já que é ele quem tem a chave do cofre, ter pedido uma conversa para hoje, 8, com o presidente do STF, Luiz Fux.

O governo precisa de no mínimo 308 votos dos 513 deputados.

Lira e Ricardo Barros, líder do governo na Câmara, acreditam que, com quórum mais alto, a votação será relativamente tranquila. Já se houver uma mudança de posição do PDT, o governo considera que bancada do partido cumpriu seu papel, o de garantir a vitória no primeiro turno.

Carlos Lupi, presidente do PDT, tem conversado individualmente com cada deputado para explicar a importância de a bancada se posicionar contrária à matéria. Lupi quer garantir discurso a Ciro Gomes, que, após a votação na semana passada, suspendeu sua pré-candidatura a Presidência da República.