A Defensoria Pública da União (DPU) pediu que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), se declare suspeito para julgar os processos relacionados à tentativa de golpe de estado. A manifestação ocorreu durante o julgamento dos integrantes do Núcleo 4 do golpe, nesta terça-feira (6), pela Primeira Turma do Supremo.

Segundo a defensora pública Érica Oliveira Hartmann, como foi um dos alvos da armação golpista, Moraes deveria se afastar das investigações e de futuros atos relacionados ao processo.

Hartmann defende o major do Exército Aílton Gonçalves Moraes Barros. Segundo a denúncia, ele discutiu possibilidades de golpe de estado em mensagens de texto com o então ajudante de ordens de Bolsonaro, tenente-coronel, Mauro Cid.

A defensora também questionou a manutenção do processo do Núcleo 4 no Supremo. Segundo ela, por não envolver pessoas com prerrogativa de foro, o correto seria enviar a investigação e o processo para a primeira instância. A mesma proposta foi trazida pelas demais defesas, que pediram ao menos para as ações serem julgadas no plenário do STF, com os 11 ministros, em vez da Primeira Turma.