Está mais difícil a vida do ex-deputado Roberto Jefferson no Complexo Penitenciário de Bangu, no Rio de Janeiro. Carcereiros proibiram que os detentos recebam presentes como frutas, doces e outros itens que deixavam o período na cadeia ligeiramente mais brando.

Preso há quatro meses, Jefferson ganhou a confiança dos demais detentos. Embora esteja isolado, o político, que atirou contra uma equipe da Polícia Federal tem boa convivência nos momentos de banho de sol e visitas familiares aos domingos.

O Bastidor apurou que nos fins de semana Roberto Jefferson se reúne com vários colegas e com os familiares e promove sessões de oração, nas quais canta louvores e lidera os cultos. Quem é religioso o respeita por causa disso. Já os que não seguem a mesma doutrina riem.

Os que respeitam o ex-deputado lhe oferecem os presentes, que são adquiridos quase a preço de ouro. Um cacho de bananas, por exemplo, pode custar até R$ 50.

Os presos que acompanham as restrições impostas a Jefferson acreditam que há algum tipo de retaliação contra o ex-deputado, já que outros detidos na mesma unidade, como o ex-vereador Jairinho, é bem tratado pelos carcereiros.

O Bastidor entrou em contato com os advogados que representam Roberto Jefferson, mas eles não responderam.