Advogados de empreiteiras que renegociam os termos dos acordos de leniência pressionam o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, por mais prazo para discussão com a CGU (Controladoria-Geral da União) e a AGU (Advocacia-Geral da União).
Às vésperas da data do fim para a tentativa de conciliação, as defesas de parte das construtoras ainda consideram a proposta feita pelos órgãos do governo federal “aquém do esperado”, segundo disseram advogados ao Bastidor.
A posição não é unanime. Há, entre os representantes das empresas, quem aposte em um acordo ainda nesta semana, quando finda o prazo dado pelo STF para uma conciliação (26 de junho) e pela CGU para que as empreiteiras respondam à proposta de desconto de até 50% das multas.
O objetivo de algumas empreiteiras é ganhar mais um tempo. A defesa da Andrade Gutierrez, por exemplo, chegou a pedir uma nova audiência para se discutir mais tempo para as negociações. O fundo Petros, que cuida das aposentadorias dos funcionários da Petrobras, já pediu a Mendonça para participar dessa nova reunião, se ocorrer. O ministro ainda não respondeu oficialmente aos apelos.
Nesse meio tempo, como mostrou o Bastidor, algumas empreiteiras buscaram petistas com influência no Palácio do Planalto para que ajudem nas discussões com a CGU e AGU.

