O procurador-geral da República, Paulo Gonet, tomou conhecimento nesta quarta-feira (12), da decisão do ministro Alexandre de Moraes, de estender por mais 180 dias o inquérito que apura a existência de uma rede de milícias digitais especializada em minar a democracia no Brasil. Em uma petição de apenas uma frase, ele não fez qualquer comentário sobre a ordem.

“O Procurador-Geral da República vem, à presença de Vossa Excelência, manifestar ciência da decisão de 10.6.2024, que prorrogou por mais cento e oitenta dias a presente investigação”, diz a íntegra da petição.

Moraes estendeu o prazo a pedido da Polícia Federal. O delegado responsável nem sequer assinou a petição, deixando o trabalho a cargo de uma escrivã da Diretoria de Inteligência da corporação. Ele também não deixou claro o motivo de pedir mais prazo.

O ministro decidiu conceder a extensão sem pedir mais explicações ao delegado e sem consultar a Procuradoria-Geral da República sobre a real necessidade de manter em pé o inquérito, que está em andamento desde 2021, sem qualquer processo ou outra medida judicial mais dura contra os investigados.