O Tribunal de Justiça da Bahia escolheu, na manhã desta quarta-feira (9), sua nova desembargadora. Cassinelza Lopes foi promovida pela corte por antiguidade. A magistrada atua na corte desde o afastamento de José Olegário Monção Caldas, hoje desembargador aposentado.

Caldas foi afastado do cargo em 2019, após ser envolvido nas investigações da Operação Faroeste. A operação foi realizada após investigação sobre compra de decisões judiciais envolvendo disputas de terras no oeste baiano. Advogados, desembargadores e até um falso cônsul são suspeitos de operar um esquema de corrupção envolvendo decisões no TJBA.

A operação, aliás, esteve na vida da agora desembargadora mais de uma vez. Em julho deste ano, Cassinelza escapou de um processo administrativo no tribunal, após ser acusada de participar do esquema de venda de decisões investigado na Faroeste.

O relatório que embasou a ação detalhou que a juíza decidiu uma disputa de terras quatro dias após a apresentação do pedido, em setembro de 2019. O caso foi encerrado cinco dias após a sentença, inclusive com o Ministério Público baiano abrindo mão de prazos processuais.

O TJBA arquivou o processo contra Cassinelza por um motivo prosaico: falta de pessoas para analisar o caso, após 19 desembargadores alegarem suspeição.