Salvo surpresas, Kassio e Ricardo Lewandowski acompanharão Gilmar Mendes no julgamento que ora transcorre acerca da alegada parcialidade de Sergio Moro nos casos do ex-presidente Lula.
Se Cármen Lúcia mantiver seu voto (há dúvidas), o julgamento na Segunda Turma será três a dois – Edson Fachin, relator do recurso da defesa de Lula, foi contra o pedido de suspeição do ex-juiz.
Assim, Moro será declarado suspeito. A questão perante os ministros será definir o alcance do julgamento – as consequências práticas e imediatas dele.
Em tese, todos os atos dos processos de Lula instruídos sob a supervisão de Moro serão anulados. Os ministros, contudo, podem ir além.
Se considerarem que a anulação dos processos anula, também, a interrupção da prescrição dos crimes atribuídos ao petista, como corrupção e lavagem, Lula estará livre. Como tem mais de 70 anos, os prazos de prescrição dos seus crimes caem pela metade. Como não haveria mais processos, a prescrição desses crimes seria contada desde a ocorrência deles.
Cálculos iniciais de procuradores e advogados indicam que todos os crimes estariam prescritos.

