Milhares de manifestantes extremistas invadiram a Esplanada dos Ministérios, enfrentaram a polícia e invadiram os prédios do Congresso, do Supremo Tribunal Federal e o Palácio do Planalto neste domingo. Os bolsonaristas pedem intervenção federal e a prisão do presidente Lula. É o maior ataque à democracia da história do Brasil.
A Polícia Militar do Distrito Federal tentou conter a turba com bombas de gás e cães. Os manifestantes invadiram o Palácio do Planalto: chegaram ao segundo andar e quebraram vidraças e móveis. Alguns dos manifestantes estão encapuzados e usam coturnos.
Parte do grupo conseguiu entrar no Congresso e depredou instalações internas. Pessoas ficaram feridas, mas ainda não há um número preciso.
No Supremo, os invasores arrancaram até a porta do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, odiado por dez entre dez partidários de Jair Bolsonaro. Destruíram a sala do plenário, onde os 11 ministros se reúnem em julgamentos.
Protestos violentos eram esperados neste domingo. No sábado, o ministro da Justiça, Flávio Dino, autorizou o uso da Força Nacional para ajudar a garantir a segurança.
A atuação da Polícia Militar do Distrito Federal é criticada. Alguns PMs foram vistos em postura amistosa com manifestantes, inclusive fazendo selfies. Tradicionalmente, os bolsonaristas cortejam militares.
Após as invasões dos prédios dos três Poderes, a polícia passou a usar bombas de gás para dispersar os golpistas. Helicópteros da Polícia Militar fizeram vôos rasantes para ajudar no trabalho.

