Ao contrário de outras autoridades, que foram ágeis, o procurador-geral da República, Augusto Aras, não disse nada em defesa da democracia durante o domingo de barbárie em Brasília. Não exerceu seu papel em público.
Como em outros episódios de excesso bolsonarista, Aras só falou sobre pressão: após ser cobrado por advogados, desembargadores e ministros de cortes superiores, mandou um vídeo aos mais próximos.
No material, Aras dizia que iria pedir para que o pessoal da Procuradoria-Geral da República tomasse alguma atitude contra o vandalismo golpista que destruiu parte do Congresso, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal.
Minutos depois, divulgou um texto no site da PGR para informar a mesma coisa. Porém, de concreto, só a imagem de Aras no vídeo, após anos protegendo Jair Bolsonaro e golpistas.
Assista ao vídeo enviado por Aras a desembargadores e ministros de cortes superiores:

