A CBF recorreu na noite desta quinta-feira (15) ao ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, para reverter a decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que afastou Ednaldo Rodrigues da presidência.
A entidade alega que a nomeação de Fernando Sarney, então vice-presidente da CBF, como interventor é irregular. A defesa diz que em caso de vacância quem deve assumir interinamente é o diretor mais idoso, não um vice-presidente.
Os advogados também dizem que a decisão do desembargador Gabriel de Oliveira Zefiro, do TJRJ, que ordena que Sarney providencie novas eleições “o mais rápido possível” contraria diretamente a autoridade do STF, que já havia reconhecido e homologado o acordo que manteve Ednaldo no comando da CBF.
A entidade diz ainda que a decisão do TJRJ cria risco de sanções internacionais pela FIFA e Conmebol, que não reconhecem intervenções judiciais nas federações de futebol.
Em agosto de 2023, sob a administração de Ednaldo, a CBF fechou uma parceria com o IDP (Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Pesquisa), do qual o ministro Gilmar Mendes era sócio. Hoje, a instituição é comandada por seu filho Francisco Mendes. A notícia da parceria foi retirada do site da entidade após questionamentos sobre a proximidade com Gilmar.
Ednaldo se manteve no posto por mais de um ano graças a uma liminar concedida pelo ministro. Ele havia sido afastado do cargo e uma medida judicial determinava a nomeação de um interventor na CBF, até que uma nova eleição fosse convocada.
Leia a integra:

