Como previsto, os ministros do Supremo uniram-se e confirmaram há pouco, em plenário, a decisão de Luís Roberto Barroso de determinar a abertura da CPI da Pandemia no Senado.

O decano Marco Aurélio Mello foi o único a divergir. Mas apenas em razão de uma questão processual. Entendeu que o plenário do tribunal não precisaria ratificar a liminar, por se tratar de uma mandado de segurança.

O rápido consenso da corte – nem mesmo Kassio ousou votar contra a decisão de Barroso – mostrou que os ministros não se intimidarão com as bravatas do presidente Jair Bolsonaro. Ao contrário: quanto mais atacar publicamente o Supremo, mais problemas Bolsonaro enfrentará na corte.

Em termos jurídicos, os ministros não inovaram. Somente seguiram a jurisprudência do tribunal, que preserva o direito da minoria de abrir CPIs uma vez que haja requisitos mínimos – o que era o caso.