O Supremo Tribunal Federal foi uma das pautas do do segundo bloco do debate presidencial realizado neste domingo (16) por um grupo de veículos de imprensa. Lula e Jair Bolsonaro foram questionados sobre interferir na corte, como aumentar o número de ministros – o presidente divulgou recentemente sua intenção em mexer na composição do STF.
O petista disse ser contra, lembrando que a Ditadura de 1964 fez isso. Bolsonaro tentou se desvencilhar do tema, mas admitiu que quer mais influência na corte. Disse que haveria equilíbrio na corte caso seja reeleito, pois o PT teria indicado cinco ministros e ele, quatro.
Bolsonaro justificou sua posição dizendo que Edson Fachin, ministro indicado por Dilma Rousseff (e a quem acusou de ter sido cabo eleitoral da ex-presidente), foi o responsável pela soltura do petista – sendo que a decisão foi tomada pela maioria do Supremo.
Quanto à economia, Bolsonaro defendeu suas ações, dizendo que sempre visou pelo aquecimento da atividade produtiva e pela valorização do poder de compra. Ouviu de Lula que vive num mundo paralelo; o petista também criticou a falta reajuste do salário mínimo nos últimos anos.
O presidente também defendeu o orçamento secreto. Tentou se fugir da responsabilidade ao destacar que essa foi uma criação de Rodrigo Maia para enfraquecê-lo, mas se contradisse ao afirmar que “nunca comprou voto” de ninguém e logo depois admitir que precisa da ferramenta orçamentária para ter apoio no Congresso.
Só que Bolsonaro não esteve só na defesa do orçamento secreto. Lula também admitiu que não há como governar sem repassar dinheiro aos congressistas; “a responsabilidade” pela escolha desses políticos, disse o petista, é da população. Como alternativa, citou sem detalhes a vontade de implantar um orçamento participativo.

