Ricardo Lewandowski quer colocar um sucessor na cadeira que deixará até 11 de maio deste ano, quando completa 75 anos e será obrigado a se aposentar do Supremo Tribunal Federal. Seu preferido é Manoel Carlos de Almeida Neto, ex-secretário-geral da presidência da corte durante a sua gestão (2014-2016).
Almeida Neto, que também foi secretário-geral do Tribunal Superior Eleitoral na presidência do ministro (2010-2012), é próximo de Lewandowski por conta da faculdade de Direito da USP, a São Francisco, onde foi professor até o ano passado.
A eventual candidatura de Almeida Neto tem a vantagem de Lewandowski ser próximo de Lula e do PT. O ministro deu início ao processo para soltar Lula, usando as mensagens da Vaza Jato – que serviram para o Supremo invalidar as condenações de Sergio Moro contra o atual presidente.
A força de Lewandowski vai além do PT e do atual do governo. O ministro ajudou André Mendonça a chegar ao Supremo; em troca emplacou André Ramos Tavares como ministro do TSE. Isso mostra que um eventual candidato dele tem chances de receber votos até dos bolsonaristas no Senado.

