O Senado aprovou na noite desta quarta-feira (19) o nome do ministro Mauro Campbell Marques para a Corregedoria-Nacional de Justiça, no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ele irá substituir o ministro Luís Felipe Salomão no posto e ficará no cargo até 2026.
A passagem de Salomão pelo cargo foi marcada por muitas polêmicas e altercações públicas com o presidente do CNJ, ministro Luís Roberto Barroso. Ele foi o responsável pela abertura de procedimentos administrativos disciplinares contra quatro juízes que atuaram em ações relacionadas à operação Lava Jato, contrariando o entendimento de Barroso.
Mauro Campbell recebeu 62 votos favoráveis no plenário. O placar elástico já era esperado, principalmente depois da sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde recebeu os votos dos 27 membros pela aprovação. O ministro foi elogiado por vários senadores, por ser o único membro do Superior Tribunal de Justiça, na composição atual, nascido na região Norte do país.
Em 2016, reportagem da revista Veja mostrou mensagens entre uma advogada e diretores da JBS, na qual ela afirmava que poderia conseguir benefícios jurídicos com o ministro Mauro Campbell para a empresa dos irmãos Batista, em troca de dinheiro. O caso chegou a ser investigado, mas em nenhum momento o ministro foi citado como suspeito.
Neste ano, Mauro Campbell concedeu uma ajuda bilionária ao suspender o processo em que a J&F disputa com a Paper Excellence o controle da Eldorado Celulose. O julgamento do caso estava marcado para ocorrer em janeiro deste ano, mas a decisão do ministro impediu a análise pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

