O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, enviou nesta quarta-feira (11) ao Ministério da Justiça o pedido oficial de extradição da deputada Carla Zambelli, do PL de São Paulo.

Com o pedido formalizado, o Ministério da Justiça encaminhará a solicitação ao Itamaraty, que enviará o caso às autoridades italianas. A decisão caberá à Corte de Apelação da Itália. O processo segue o mesmo caminho adotado na extradição de Henrique Pizzolato, em 2015.

Zambelli fugiu do país dias após ser condenada a 10 anos de prisão por contratar o hacker Walter Delgatti para invadir o sistema do CNJ. Ela está na Itália e é considerada foragida. Moraes decretou sua prisão preventiva por tentativa de fuga da Justiça. A Interpol incluiu o nome da deputada na lista de difusão vermelha.

Carla está atualmente licenciada da Câmara. O presidente da casa, Hugo Motta, do Republicanos da Paraíba, concedeu a ela 127 dias, dos quais sete para tratamento de saúde e o restante por questões pessoais. Seu caso será submetido ao plenário da Câmara, que decidirá se ela perderá o mandato.

Com a licença, o primeiro suplente, Coronel Tadeu, assume o mandato de Zambelli. Na última legislatura ele foi vice-líder do PL na Câmara, mas não conseguiu se reeleger. Ele ocupará o lugar dela de titular nas comissões de Educação e Relações Exteriores e Defesa Nacional e de ser suplente na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

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