Uma guerra civil eclodiu no PTB desde que Roberto Jefferson passou a Presidência do partido para Graciela Nienov. A posse da nova presidente enciumou Cristiane Brasil, filha do político, que deixou a sigla acusando-a de manipular Jefferson. A partir daí, foi só baixaria.

Tempos depois, um plano da presidente do PTB para afastar diretamente Jefferson da sigla foi “revelado” pelo condenado no mensalão e por Cristiane. A trama contou com um suposto almoço entre Nienov e Moraes – que depois foi negado pela presidente do PTB – para definir como expulsar Jefferson de uma vez. Houve relatos de ameaças de agressão e de roubos de senha. De concreto, restou a disputa pelo comando de um partido que recebe 20 milhões de reais por ano dos cofres públicos.

Na sexta, Edson Fachin decidiu que o caso levado ao TSE por Nienov e seu grupo não tem temática eleitoral, por se tratar de acusações entre pessoas. A ação só chegou à corte porque, em novembro, a Justiça do Distrito Federal entendeu não ser sua a competência para analisar as acusações.

Em dezembro, a tentativa da sigla em expulsar Roberto Jefferson e anular decisões do político enquanto presidente foi barrada no STF por Alexandre de Moraes. O ministro argumentou que o tema da ação não tinha relação com o pedido.