O grupo de Carlos Brandão, desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, está preocupado com a disputa pela lista tríplice do Superior Tribunal de Justiça. Dizem que apenas o apoio do ministro Kassio, do Supremo Tribunal Federal, não será suficiente para garantir que seu nome chegue a Lula.
Brandão disputa a vaga deixada por Assusete Magalhães, que pertence à magistratura federal. O desembargador tem o apoio de Kássio porque ambos são do Piauí. O Bastidor já mostrou que o desembargador também é patrocinado por outros piauienses, como o ministro Wellington Dias e Marcus Vinicius Furtado Coelho, da OAB.
Carlos Brandão tem como principal adversário o colega de TRF1 Ney Bello, que disputa mais uma vez uma vaga no STJ. Bello é apoiado pelos ministros do Supremo, Gilmar Mendes e Flávio Dino, e Reynaldo da Fonseca, do SJ.
Ainda dentro do TRF1 há a candidatura de Daniele Maranhão. Essa tríade prejudica Brandão, pois ajuda a dispersar apoios importantes dentro do Tribunal, que tem competência jurisdicional sobre 13 estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Brandão larga atrás dos colegas de TRF1 pro duas razões.
Ele tem menos apoios que Ney Bello e é praticamente impossível que o STJ indique mais de um julgador do mesmo tribunal a Lula, pois pareceria um desprestígio às demais cortes.
Há o fato de Daniele Maranhão ser mulher. É quase certeza que o Superior Tribunal de Justiça colocará ao menos uma magistrada entre os três nomes que serão enviados a Lula.

