O fundo de previdência da Infraero e de outros servidores ligados à aviação, o Infraprev, pagará apenas as despesas básicas que lhe cabem para manutenção do Fundo de Investimento Brasil Equity Properties (FIP BEP). A decisão liminar foi tomada pelo Tribunal de Contas da União por falta de demonstrativos financeiros das perdas registradas. O valor devido está sendo calculado.

O caso chegou ao TCU depois que a Infraprev foi notificada de que teria que aportar 624 mil reais para cobrir prejuízos do fundo investigado na operação Greenfield. O fundo de previdência complementar acusa a atual gestão, integrada por Santander e Brasil Plural Gestão de Recursos S/A, de falta de transparência.

Já os gestores do fundo culpam seus antecessores; afirmam que a transição, iniciada em 2014 e finalizada em 2016, foi caótica, com a entrega da ” documentação do FIP BEP e investidas de forma completamente desordenada, inclusive em sacolas de lixo”. Segundo o TCU, contam contra o FIP BEP o fato de o fundo ter começado seus trabalhos com patrimônio de 500 milhões, apresentar resultado negativo “até hoje indeterminado” e “superavaliar” ativos em quase 206,4 milhões.

“Por mais que pese uma transição de gestão traumática, considera-se verdadeiro o entendimento da Infraprev que não há justificativa plausível para que esta situação perdure por mais de seis anos […] Entende-se que a transição entre administradores e gestores possa ter se dado de forma traumática, mas já se passaram mais de seis anos desde o atraso na disponibilização de demonstrativos financeiros auditados atualizados, lapso temporal que coloca os cotistas em grande risco jurídico de aportar recursos”, afirmou o TCU.

Leia a decisão do TCU: