A maioria das autoridades presentes à apuração de votos no Tribunal Superior Eleitoral ficou aliviada que a disputa presidencial foi para o segundo turno e com a eleição de diversos apoiadores do presidente pelo Brasil. A questão não é ideológica, mas estratégica, segundo três fontes que estiveram na reunião organizada por Alexandre de Moraes no domingo (2).

O cenário desenhado dá à Justiça Eleitoral um novo – e forte – argumento para rebater as incessantes acusações de Bolsonaro contra o sistema eletrônico. Agora, pode-se dizer com mais ênfase que o presidente não pode reclamar, pois recebeu mais votos que o esperado e que muitos dos seus aliados foram eleitos ou passaram ao segundo turno.

Se um problema parece estar menor, outro se avizinha: a violência no segundo turno ou após a apuração dos votos. Um tumulto é dado como certa. A dúvida é quanto à gradação dessa violência, que dependerá do tom das campanhas, segundo uma das fontes ouvidas pelo Bastidor. As autoridades deixam nas mãos de Lula e Bolsonaro a paz no pleito.