A aliados, Jair Bolsonaro afirmou que seu engajamento nas eleições do ano que vem não incluirá nomes que sejam ligados ao MBL. Ele não perdoa ter sofrido oposição do grupo durante o seu mandato.
A fala do ex-presidente ocorreu na esteira da decisão de Valdemar Costa Neto de oferecer o PL ao vereador e ex-membro do MBL Lucas Sanches para que concorra à prefeitura de Guarulhos, em São Paulo.
A posição de Bolsonaro também serviu para que seus aliados atacassem o dono do partido.
Alguns, mais exaltados, dizem que Valdemar deveria ficar afastado do comando do PL, numa insinuação de golpe interno. Acham que o dono do partido ajuda a tirar a força política e eleitoral de Bolsonaro.
Até aqueles beneficiados das decisões supostamente heterodoxas de Valdemar, Fabio Wajngarten, criticaram o chefe do partido.
Wajngarten foi beneficiado pela decisão de Valdemar de descartar a pré-candidatura de Ricardo Salles à prefeitura de São Paulo. Sem Salles, Wajngarten é cotado para a vice na chapa de Ricardo Nunes (MDB). Ainda assim, ele reclamou do apoio do partido a Sanches, em Guarulhos.

