A ameaça de João Doria de se manter à frente do governo paulista enfureceu seu vice, Rodrigo Garcia, de tal modo que houve gritos e discussão ríspida entre ambos na madrugada de quarta para quinta. Se levada a cabo, a manobra de Doria inviabilizaria a candidatura de Garcia ao Palácio dos Bandeirantes. Significaria romper um acordo firmado há quatro anos.
Durante o embate, Garcia disse a Doria que iria para o União Brasil caso o combinado em 2018 fosse descumprido. Com ele, prometeu o então vice-governador, levaria por volta de 300 prefeitos que se filiaram ao PSDB. Não foi cena.
Após receber até ameaça de impeachment e quase implodir o PSDB paulista, Doria refugou. Deixou o governo e se lançou como pré-candidato a presidente pelo partido. Vendeu que foi tudo calculado para impedir o que chama de “golpe” de Eduardo Leite.
Calculado ou não, o movimento lhe causou extremo desgaste no partido, seja na cúpula, seja em São Paulo. Sua candidatura segue duvidosa.
Rodrigo Garcia foi questionado sobre as informações, mas não respondeu até a publicação desta notícia.

