Há uma mágoa não completamente explicada de Valdemar Costa Neto contra o PP de Ciro Nogueira e Arthur Lira. É por isso que ele tem ameaçado não apoiar a recondução do presidente da Câmara no ano que vem.
Costa Neto ameaça deixar os partidos da base, o Republicanos e o PP, a ver navios nas composições para os comandos das duas casas legislativas. Enquanto o PL terá 99 deputados, PP e Republicanos somarão 88 na Câmara.
O PL de Costa Neto terá a maior bancada também no Senado, com 14 senadores, e bastaria compor com outras bancadas para deixar PP e Republicanos sem grandes espaços nas mesas diretoras e nos comandos das comissões.
Segundo interlocutores, trata-se de mágoa contra as duas legendas que, em muitos estados, compuseram aliança com adversários do PL, muitas vezes derrotando seus candidatos.
Exemplo: Distrito Federal, onde Flávia Arruda foi derrotada por Damares Alves, e no Rio Grande do Sul, onde Onyx Lorenzoni (PL) poderia vencer no primeiro turno se Luís Carlos Heinze (PP) não insistisse em disputar o governo gaúcho.
No DF, há um ponto especial. Valdemar está certo de que o PP sabotou Flávia Arruda o tempo todo. Ela comanda o PL local.
O dono do partido não esquece que Lira trabalhou para tirar autoridade Arruda enquanto ela esteve na Secretaria de Governo como responsável pela articulação —até que ela praticamente deixou o controle da base (e das emendas) para ele.
Lira também disputou palmo a palmo as indicações de Valdemar no governo.
É possível que ainda haja composição, mas, dizem interlocutores de Costa Neto, ele poderá criar problemas para o presidente da Câmara.

