O presidente Jair Bolsonaro está confiante de que a PEC que aumenta o valor do Auxílio Brasil e cria outros benefícios a três meses das eleições será aprovada até o dia 13 de julho na Câmara dos Deputados.
Nesta quinta-feira, 30, o Senado aprovou em dois turnos a proposta de emenda à Constituição, com protestos da oposição, mas com apenas um voto contrário.
Para os parlamentares de esquerda, a interpretação era de que o governo armara uma armadilha contra os apoiadores do ex-presidente Lula, caso a oposição votasse contra a medida. Não votou. O único voto contra a PEC foi o de José Serra, do PSDB. Na Câmara, a bancada do PT já acordou que votará a favor da mudança.
A legislação eleitoral proíbe o aumento e a criação de benefícios em ano eleitoral, mas a PEC prevê reajuste de 400 reais para 600 reais do Auxílio Brasil (ex-Bolsa Família), aumento de 53 reais para 120 reais do vale-gás, criação do auxílio-caminhoneiro de mil reais e criação de um auxílio para taxistas.
O custo total, que começou em 29 bilhões, será de 41 bilhões. Em tese, as medidas valerão até o fim de 2022. Mas será difícil interrompê-las em 2023, quem quer que seja o presidente.

