A ausência de Jair Bolsonaro na posse de Rosa Weber na presidência do Supremo Tribunal Federal foi pensada como resposta a uma decisão recente da ministra.

O presidente disse a interlocutores que, ao determinar que a Polícia Federal continue a apuração preliminar sobre sua conduta e a do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello durante a pandemia, Rosa sinalizou que não queria sua presença.

É praxe que o presidente da República compareça às posses dos ministros como presidentes do STF. Ontem, estiveram lá os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco, e da Câmara, Arthur Lira. Também estiveram na cerimônia os ministros Ciro Nogueira, Fábio Faria e Paulo Guedes.

Auxiliares chegaram a aconselhar Bolsonaro a fazer um gesto de diplomacia, mas ele foi irredutível. Afirmou em tom irônico que Weber “começou bem”, sugerindo que será “perseguido” também por ela.

O Bastidor mostrou a preocupação no governo sobre como será a relação do presidente com a ministra, ao menos nos próximos dias antes das eleições.