O medo de perder a eleição faz a campanha petista à Presidência procurar culpados. Sobram críticas para Fernando Haddad, Gleisi Hoffmann, Aloizio Mercadante e até para Lula.

Parte da cúpula da campanha culpa a teimosia e o “salto alto” de Aloizio Mercadante, Gleisi Hoffmann e até de Lula, por não ouvirem opiniões contrárias. Citam como exemplo o tratamento considerado desrespeitoso, dispensado por Mercadante a Eduardo Suplicy, no lançamento do programa de governo. Mencionam ainda que “novatos” Alckmin e André Janones sofrem para serem ouvidos no clube petista.

Haddad é criticado por petistas por não ter dado mais atenção ao interior paulista. O problema aumentou porque Lula embarcou na estratégia, deixando apenas com Geraldo Alckmin o apoio a Haddad nas cidades fora da região metropolitana.

O problema óbvio dessa resistência ao novo é a falta de oxigenação das ideias. “Temos que ouvir mais os campeões de voto, como Guilherme Boulos e Eduardo Suplicy. Eles fizeram algo que nos escapou”, disse um dos interlocutores petistas.