A ordem de Lula é manter o Itamaraty mobilizado até ao menos fevereiro para tentar tirar do papel o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia. Depois dessa data, os partidos e governos europeus começam a se mobilizar para as eleições da União Europeia.

A avaliação é que o possível crescimento da extrema-direita no parlamento europeu pode travar por muitos anos a possibilidade de se fechar um acordo, porque o segmento político é mais protecionista e contrário a alianças multilaterais.

Apesar do discurso otimista, de que a França sozinha não consegue travar a aprovação, a diplomacia brasileira sabe que a perspectiva de sucesso é reduzida.

Já se percebeu que não se trata de resistência apenas de Emmanuel Macron, nem de sua agricultura, a rejeição a um entendimento. Também a indústria de outros países teme a concorrência com o Mercosul.