Valdemar Costa Neto já admitiu a aliados que está certo da inelegibilidade de Jair Bolsonaro. Ainda assim, ele bateu o martelo: assim que o ex-presidente pousar no Brasil, seja em março ou em abril (ou quando for), haverá uma recepção na sede do PL, em Brasília.
Na ocasião, de preferência no mesmo dia de sua chegada, Bolsonaro vai discursar, colocando-se como grande líder da direita, defendendo seu governo e criticando o atual.
A interlocutores, o dono do PL disse acreditar que, apesar de o ex-presidente ficar de fora das urnas em 2026, ele será um grande eleitor, capaz de transferir votos de parcela significativa dos seus apoiadores a quem apoiar.
Jair Bolsonaro enfrenta 16 ações na Justiça Eleitoral, que pode deixá-lo inelegível. Uma delas está avançada, a que trata dos ataques aos sistema eleitoral pelo ex-presidente, e pode ser decidida ainda este ano.
Nesta terça-feira (7), o senador Flávio Bolsonaro chegou a publicar que seu pai voltaria no dia 15 de março. Minutos depois, o zero um do ex-presidente apagou a publicação e substituiu por um novo texto, em que disse que a data ainda precisa ser confirmada.
O caso das joias apreendidas pela Receita Federal com um ajudante de ordens do então ministro Bento Albuquerque, que seriam destinadas à então primeira-dama Michelle Bolsonaro adiou a volta de Bolsonaro por tempo indeterminado. O então presidente usou o cargo diversas vezes para forçar a Receita a liberar as joias, mas não conseguiu.

