A cizânia na bancada do PL na Câmara, que se intensificou após a votação da reforma tributária, não vai arrefecer, nem com as intervenções do ex-presidente Jair Bolsonaro e do presidente da legenda, Valdemar Costa Neto.

No início da semana, houve uma briga no grupo de WhatsApp da bancada na Câmara. A tensão, diz um deputado do PL ao Bastidor, é na verdade uma estratégia de colegas descontentes para conseguirem ser expulsos. Assim, eles poderiam trocar o PL por partidos da base governista sem perder o mandato.

Com 99 deputados, o PL tem uam divisão clara: de um lado estão os veteranos, que sempre foram parte do Centrão – e, assim, apoiaram os governos Lula, Dilma, Temer e Bolsonaro – e de outro estão os bolsonaristas que chegaram em 2022, vindos do PSL. A maioria dos 99 tem votado contra o governo Lula, mas uma minoria de 20 a 30 deputados tem apoiado matérias de interesse do Palácio do Planalto.

Valdemar não pretende perder deputados que votam com o governo. “O presidente [Valdemar] está preocupado com números e não com brigas”, disse o parlamentar. Como mostrou o Bastidor, Valdemar quer criar um ambiente em que os bolsonaristas possam exercer seu mandato, trazendo votos e dinheiro para a legenda, sem que ele perca o controle do partido, nem rompa com o establishment.

Após a briga por mensagens, o comando do PL divulgou uma carta (leia abaixo) em que prega a boa convivência, apesar das divergências. Assim, é certo que novas brigas vão incendiar o WhatsApp no futuro próximo.

Leia a carta divulgada pelo partido: