A articulação do governo teme que a confusão entre Arthur Lira e Rodrigo Pacheco em torno da tramitação das medidas provisórias dure tanto, que algumas delas percam a validade. Das 30 em tramitação no Congresso, 11 foram editadas por Lula.
Uma delas, se não aprovada pelos parlamentares, pode paralisar o governo, pois reorganiza todo o ministério; outra vai desfazer as mudanças no programa Bolsa Família, como o acréscimo de 150 reais para famílias com crianças até seis anos.
Como informou o Bastidor, o governo tenta passar ao largo das divergências entre Arthur Lira, presidente da Câmara, e Rodrigo Pacheco, que comanda o Senado. Mas precisa encontrar uma solução para o impasse.
Houve a sugestão pela articulação de Lula de que as MPs editadas até março pudessem ser aprovadas pelas regras em vigor desde 2020, início da pandemia. Isso daria tempo para que deputados e senadores se entendessem sobre o tema. A proposta, inicialmente, não foi aceita.

