Pegou mal no Piauí a fala de Ciro Nogueira, ministro-chefe da Casa Civil de Jair Bolsonaro, de que o governo não apoiaria o Bolsa Família fora do teto de gastos pelos próximos quatro anos.

Aliados do relator do orçamento, Marcelo Castro, trataram de espalhar pelo estado que Nogueira quer colocar prazo de validade ao benefício. Isso num estado onde o Bolsa Família é altamente relevante no sustento de milhares de famílias.

Em janeiro, Nogueira voltará ao Senado, onde tem mandato até 2027, e ao comando do PP. Sorte dele, porque anda queimado na sua base.

Sua ex-mulher, Iracema Portela, saiu derrotada desta eleição, apesar (ou por causa) das viagens constantes de Ciro Nogueira ao Piauí durante a campanha.

Portela disputava a vice na chapa de Silvio Mendes —derrotado no primeiro turno— ao governo estadual. Com a imagem colada a do governo Jair Bolsonaro, Nogueira foi visto como responsável pela derrota da ex até por aliados seus. No Piauí, Lula venceu com 76,9% dos votos.

Adversários de Ciro Nogueira prometem fomentar a rejeição ao ministro durante os próximos anos.