A disputa por uma das vagas para o Senado no Ceará já começou entre dois aliados do governo Lula. Ambos querem o apoio do PT para a eleição de 2026.
Um deles é o hoje deputado federal Eunício Oliveira (MDB), que já presidiu o Senado e quer deixar a Câmara. O parlamentar apoiará a reeleição do governador Elmano de Freitas (PT) e quer compor a chapa com o petista.
Terá no senador Cid Gomes (PDT) um possível adversário. Cid, que está rompido com seu irmão Ciro e com parte da direção do PDT no Ceará, tenta reaproximar seu partido do PT no estado. Para isso, cogita apoiar algum petista à prefeitura de Fortaleza em vez de bancar a reeleição do pedetista José Sarto.
Cid e Eunício têm uma relação pública amistosa. O deputado chegou a convidar um grupo de pedetistas para se filiar ao MDB devido ao racha no partido. Mas Cid entendeu como uma armadilha para tirá-lo da disputa na próxima eleição nacional.
Como são duas vagas em disputa, aposta-se que o PT também terá seu candidato -José Guimarães é cotado -, o que abriria somente um espaço na chapa.
Em 2018, quando também eram duas vagas no Senado por estado, Cid acabou eleito, mas Eunício foi derrotado por Eduardo Girão, hoje no Novo.
De olho em 2026 e em cargos na administração federal, Cid foi convencido a participar da CPMI do 8 de janeiro mesmo contra a sua vontade. Foi recompensado: após ser preterido na formação da diretoria do Banco do Nordeste, emplacou outro irmão, Lúcio Gomes, no comando da companhia Docas do Ceará, empresa vinculada ao ministério de Portos e Aeroportos.

